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Caracterização

Rio de Galinhas, freguesia do Concelho de Marco de Canaveses, integrada na periferia do centro urbano, está desde a chegada do comboio, em constante evolução.

A freguesia é servida por várias redes viárias que a ligam a Amarante, Baião e ao Porto.

As casas senhoriais, outrora existentes em grande número, deram lugar a empreendimentos habitacionais e comerciais, ao alargamento da rodovia, à criação de fábricas, enfim, deram lugar a um crescimento natural que vai acompanhando o evoluir dos tempos.

Dizem-nos alguns documentos que a primeira alusão escrita a Rio de Galinhas, deve ter surgido na primeira década do séc. XXII. A partir daqui são muitos os ditos, as deduções e as traduções.

Rio de Galinhas tanto pode ter sido adoptado porque havia uma ponte, um rio e um portageiro com esse nome, como pode ser o resultado da abundância de galináceos.

A indústria tradicional bem implantada até meados do século passado era a Azenha e o Moinho.

Importa referir que a criação de postos de trabalho fora da agricultura, modificou alguns dos hábitos da população sendo cada vez mais notório o exercício profissional em actividades mais diversificadas (indústria, comércio, construção civil, empregados na C.P. e na fábrica de moagem «Nanta»). Uma parte significativa da população trabalho por conta própria.

O nível sócio económico da população é bastante razoável, não há famílias carenciadas.

Registe-se também que o facto de terem sido criadas diferentes condições ambientais levou a que as novas famílias se instalassem na região e não procurassem outros centros urbanísticos para iniciarem a sua vida. Ainda nesta matéria há que mencionar outro facto bem importante, ou seja, o crescente desenvolvimento urbanístico trouxe à freguesia muitas outras pessoas, das mais diversas localidades, não sendo por isso de estranhar que a essência do comportamento genuíno da população venha a apresentar-se alterada nos próximos tempos.

Só para ter uma ideia do crescimento desta freguesia e se poder tirar algumas ilações, atente-se que em 1758, nas “ Memórias Paroquiais “, era referido o número de 186 pessoas comparativamente com o de 1991, em que a população passou para 1333 indivíduos.

Igreja paroquial, escola E.B.1, Jardim-de-Infância, Junta de Freguesia, Associação Recreativa e Cultural são as entidades estabelecidas na freguesia.

Alminhas e Cruzeiros também têm o seu lugar. Fazem parte de um culto com as suas raízes e sobrevivem de geração em geração. São pontos que convidam a uma pequena oração

Muito próximo da igreja fica a escola E.B.1 e o Jardim-de-Infância, ambas alvo de especial atenção pelos órgãos autárquicos, quer no que se refere a equipamentos quer em relação à manutenção das instalações, para que toda a comunidade escolar, em especial os alunos e profissionais do ensino possam usufruir das melhores condições de trabalho.

Ainda no mesmo local fica a Junta de Freguesia cujas instalações são gentilmente cedidas para as aulas de inglês, leccionadas de forma independente à do ensino oficial.

Como referência à antiga arquitectura das chamadas casas solarengas, umas já recuperadas e outras ainda em estado de abandonado, pode dizer-se que há um património com algum significado histórico. Sobressai a “Casa dos Arcos”, classificada já como imóvel de interesse público, desde 1977 mas que ainda não foi alvo de qualquer tratamento.

Com tendência a desaparecer, as antigas tabernas junto à estação ajudavam a traçar parte do perfil de Rio de Galinhas. Estes espaços ainda não encontraram correspondência fiel na actualidade. Espaços de entretenimento em que tanto acontecia o encontro ocasional como o rotineiro de que tanto o povo trabalhador precisava e valorizava.

Em termos de actividades profissionais com destaque especial temos a Tanoaria que se encontra em vias de extinção.

Outra actividade que merece referência e ligada à agricultura, ao cultivo do milho e do centeio, é a moagem tradicional, da qual ainda existem vestígios. Hoje, estas moagens deram lugar à moagem industrial, fixando-se na freguesia complexos fabris com importante significado, a ponto de ser dos factores que mais ajudaram a alterar o modo de viver desta população.

Terminar esta pequena biografia sem falar do Rancho Infantil da Escola da Barroca, fundado em 1996 e resultante de um projecto escolar da escola que lhe dá o nome, seria no mínimo pouco justo porque para além do enriquecimento cultural da freguesia, leva animação a diversos acontecimentos festivos, como festivais de folclore, festas da cidade e da freguesia, de beneficência, em lares de 3ª idade e outras iniciativas, quer locais, quer mesmo noutras regiões do país.

 

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